A cooperação internacional entre universidades brasileiras e portuguesas foi defendida nesta terça-feira, 29, durante audiência pública realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
A parceria e intercâmbio de pesquisadores e estudantes foi apontada como um elemento importante para enriquecer a formação e qualificação de recursos humanos necessários ao desenvolvimento científico e tecnológico, segundo avaliação dos representantes dos dois países que participaram do debate, solicitado pelo presidente da CCTCI, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), e presidido pela deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO).
Os representantes da Andifes (Associação Nacional dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), Luiz Cláudio Costa, e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Wrana Maria Panizzi destacaram que é preciso valorizar o parque universitário brasileiro a forte expansão do sistema universitário ocorrida nos últimos anos. Costa ressaltou ainda o incremento do volume de recursos destinados à assistência estudantil no país como um componente importante para o estímulo à formação universitária no país.
O representante da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruno da Mata, apontou como entrave na ampliação do intercâmbio internacional a dificuldade de reconhecimento do diploma obtido fora do país em diversas áreas, e disse que é baixa a mobilidade dos estudantes dentro do próprio país. Segundo o estudante, o problema de reconhecimento de créditos existe até mesmo entre universidades federais brasileiras.
O professor e pesquisador da Universidade de Aveiro (Portugal), Amadeu Soares, defendeu a importância do intercâmbio tanto para os estudantes e pesquisadores visitantes quanto para aqueles que os recebem.
Segundo ele, a Universidade de Aveiro tem como opção estratégica a realização de acordos de colaboração com outras universidades estrangeiras, e mantém parcerias com diversas instituições brasileiras, como as Universidades Estadual Paulista e Federais de Tocantins, Pernambuco, Santa Catarina, Pernambuco e do Rio de Janeiro, inclusive com a concessão de bolsas aos estudantes estrangeiros.
Wrana Panizzi destacou o papel do CNPq e também da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) na promoção do desenvolvimento científico e tecnológico por meio da formação de recursos humanos e do incentivo à pesquisa e à inovação. Segundo ela, esses órgãos de fomento tiveram um papel importante na constituição nos últimos 40 anos de quadros de excelência nas universidades brasileiras.
Tanto a represente do CNPq, quanto o da Andifes reconheceram, no entanto, a necessidade de se avançar na reestruturação e superar o caráter conservador de algumas instituições brasileiras.
O presidente da Associação dos Estudantes da Universidade de Aveiro, Negesse Pina, também participou da audiência pública. (Patrícia Zimmermann – Assessora de Imprensa da CCTCI).
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