PETRÓLEO – Debatedores defendem capacitação tecnológica e valorização do pesquisador

Marcello Larcher
O coordenador do Laboratório de Tecnologia Submarina da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coope), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Segen Farid Estefen, defendeu ontem a valorização do pesquisador na política de exploração da camada do pré-sal. Para ele, é preciso dar garantia de continuidade de emprego na área de pesquisa, com contratos de 5 ou 10 anos, no lugar dos contratos atuais, de estágio de 2 anos.
“Temos que criar uma carreira de pesquisa, com estabilidade, porque o País só vai avançar se puder manter esse pessoal”, disse. Estefen participou do seminário da Comissão de Ciência e Tecnologia sobre a inovação tecnológica para exploração do pré-sal.
Presidente da comissão, o deputado EDUARDO GOMES também defendeu a capacitação tecnológica. Para ele, será fundamental debater a utilização dos recursos do fundo setorial do petróleo e direcioná-los para a formação de pessoal. “Durante vários anos, a formação de engenheiros, principal profissional demandado pelo pré-sal, ficou estagnada em nosso País, e serão necessários profissionais com perfil específico”, avaliou.
Fundações – Estefen aproveitou para pedir aos deputados uma definição sobre as fundações de amparo à pesquisa. A atuação da fundação da Coope, a Coopetec, está ameaçada porque investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), levantaram suspeição sobre esse modelo de financiamento em algumas universidades. “Mas existem fundações que realmente ajudam, e são importantes para a interação entre empresas privadas e os centros de pesquisa”, disse A Coope, que participa de diversas redes da Petrobras, destacou a inauguração recente do Laboratório de Corrosão, Soldagem e Ensaios Não Destrutivos, que deve testar materiais para utilização no pré-sal, e o Laboratório de Visualização Científica da Rede Galileu, que abrigará o maior computador da América Latina, um dos 40 maiores computadores do mundo. “Essas instalações, embora sejam demandadas pela pesquisa no pré-sal, vão servir a muitas outras pesquisas. O computador de simulação, pode servir às perfurações, mas também fará modelos sobre mudanças climáticas”, exemplificou.
Tecnologia – A gerente-executiva de Engenharia de Produção da Diretoria de Exploração e Produção da Petrobras, Solange da Silva Guedes, que também participou do seminário, disse que a estatal tem criado redes de tecnologia com universidades brasileiras na expectativa de que a exploração do petróleo na camada pré-sal alavanque o desenvolvimento de pesquisas em outras áreas. Segundo Solange, são mais de 75 instituições em 45 redes espalhadas pelo País.

Deputada quer conhecer
os desafios a
serem enfrentados

A deputada Iriny Lopes (PT-ES), que propôs o seminário, explicou que os parlamentares querem saber quais os desafios a superar. “Ano passado, quando o presidente Lula esteve no Espírito Santo, estivemos presentes à primeira extração de petróleo, mas sabemos que ainda há muita pesquisa até podermos explorar realmente o pré-sal”, disse.
Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, José Lima de Andrade Neto, os desafios que o pré-sal apresenta são enfrentáveis. “Quando a Petrobras descobriu petróleo em águas profundas nos anos 80, foi a mesma coisa, e enfrentamos o desafio. Não são obstáculos, a Petrobras, as demais empresas e os institutos de pesquisa têm condições de responder rapidamente à demanda”, concluiu. (ML) (Matéria publicada no Jornal da Câmara em 17.06.09)

Comente ou link essa página

Nome:

Email:

Site:  

Comentar:

Divulgue!


Coloque esse link no seu blog, site, twitter ou orkut!

Post to Twitter
Coloque no seu Twitter esse post!

Receba no Email
Receba no Email atualizções do site!

Adicione no Orkut
Entre na nossa comunidade!

Assine no RSS
Assine e receba o RSS Feed!


Envie por e-mail para um amigo!